Hackers usam Worms e botnets e aumentam ataques automatizados em 715% no Brasil

Um levantamento realizado pelo Arcon Labs – equipe de inteligência que analisa tendências de ameaças, promove estudos e gera a threat intelligence utilizada nos serviços prestados pela empresa, recém-comprada pela NEC do Brasil – mostra que os hackers agiram ativamente durante a Olimpíada 2016.

Segundo os especialistas, os cibercriminosos começaram a agir antes, aumentando os ataques de reconhecimento de alvos para que, durante o período dos Jogos, os ataques com intuito de roubos se concretizassem em alvos qualificados. Entre julho e agosto foi registrado um crescimento geral de 196% de ciberataques. Confira o ranking das modalidades que mais se destacaram:

1º – Ataques automatizados (crescimento: 715%)

Entre os mais comuns estão:

Worms – se multiplicam através de vulnerabilidades de aplicação ou rede e têm como objetivos enviar documentos para fora da empresa, roubar identidades ou até mesmo inundar uma rede.

Botnets – são redes de computadores zumbis controlados remotamente por um hacker, que as utiliza para enviar spam e iniciar ataques de DoS ou DDoS.

2º – Ataques de DoS e DDoS (crescimento: 330%)

Como era de se esperar, uma vez que foi o grande vilão na última Copa do Mundo, esses ataques tinham como objetivo tornar indisponíveis grandes servidores, serviços e infraestruturas.

3º Ataques WEB (crescimento: 231%)

São ataques a sites se aproveitando de vulnerabilidades para comprometê-lo. Os objetivos eram os mais variados: manchar a imagem da empresa ou instituição, acessar o ambiente de TI e roubar dados confidenciais.

4º – Ataques Buffer OverFlow (crescimento: 91%)

Trata-se de um tipo de ataque que busca explorar falhas de softwares, aplicações e sistemas operacionais até resultar em um acesso ilegal.

5º – Malware – crescimento: 38%

Mais de 480 mil códigos maliciosos foram disparados com o objetivo de infectar máquinas, interromper sistemas, ganhar acesso não autorizado ou coletar informações sobre o sistema ou usuário sob ataque.

Thiago Souza

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Faculdade Cenecista de Sete Lagoas, atualmente estudando para certificações Linux LPI Nível 1, CompTIA Linux+ e Novell Linux Administrator, Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

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